O que a Samarco tem feito no âmbito sócioinstitucional

O rompimento da barragem de Fundão impactou o cotidiano de famílias entre Minas Gerais e Espírito Santo. Desde o início, a Samarco apoiou e prestou assistência aos impactados por meio do atendimento em eixos como auxílio financeiro, médico e psicossocial, fornecimento de itens alimentícios e de higiene pessoal e reacomodação, quando necessário.

Confira as principais ações, com dados atualizados até 27 de junho de 2016:

  • Acomodação das famílias: todas as famílias que perderam suas residências já estão instaladas em casas ou acomodações temporárias escolhidas por elas. A transferência para as novas moradias seguiu os critérios e a metodologia de priorização definidos pela Comissão de Representantes das Comunidades Impactadas.As Famílias de Bento Rodrigues e Gesteira já escolheram o local para reconstrução da comunidade. Também foram identificadas possíveis áreas para o distrito de Paracatu de Baixo. Para a reconstrução de Bento Rodrigues, os representantes de 223 das 226 famílias que moravam no local elegeram, com 92% dos votos, a área denominada Lavoura. Os critérios foram definidos em conjunto com moradores e Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Atendendo à solicitação do MPMG, será realizado aprofundamento dos estudos técnicos de viabilidade do espaço. Para a reconstrução de Gesteira, distrito de Barra Longa, representantes de 55 famílias elegeram no último dia 25/6, com 95% dos votos, a área denominada Macacos. Serão reconstruídas oito casas e os equipamentos públicos impactados pelo rompimento da Barragem de Fundão.  Agora que os terrenos foram escolhidos, a Samarco iniciará a discussão sobre o projeto arquitetônico e urbanístico, além dos padrões construtivos das moradias.
  • Reuniões com as comunidades: organizadas de duas a cinco vezes por semana com representantes das comunidades atingidas, com o Ministério Público de Minas Gerais e outros órgãos competentes, as reuniões contribuem para o debate de trabalhos de assistência humanitária e medidas emergenciais. Além das equipes de diálogo de campo, foram instalados postos de atendimento para prestar esclarecimento e receber manifestações das comunidades em Minas Gerais (Mariana, Galileia e Barra Longa) e no Espírito Santo (Baixo Guandu, Colatina*, Marilândia, Linhares e Aracruz). Um canal de relacionamento – es@samarco.com – foi criado para também receber manifestações de moradores das cidades capixabas, além dos canais da Central de Relacionamento.
  • Auxílio financeiro: 563 cartões de auxílio financeiro foram entregues as famílias das comunidades de Mariana e Barra Longa. Cerca de 7 mil cartões de auxílio financeiro foram direcionados a pescadores e ribeirinhos ao longo do Rio Doce, em Minas Gerais e Espírito Santo. O auxílio contempla o pagamento mensal de um salário mínimo para cada pessoa do núcleo familiar que tenha perdido renda por atividade laborativa, em decorrência direta do rompimento da barragem, mais um adicional de 20% do salário mínimo para cada um dos dependentes mais o valor de uma cesta básica com base no Dieese. O principal desafio da Empresa, nesse processo, é realizar o cadastramento das pessoas, pois não há, atualmente, um banco de dados oficial com esses registros das famílias.
  • Povos indígenas: em Minas Gerais, região de Resplendor, foi disponibilizada água mineral e potável para a população Krenak, além de um acordo, em parceria com a Vale, para indenização. No Espírito Santo, a Samarco assinou também um acordo emergencial de auxílio-subsistência com as aldeias da Terra Indígena de Comboios, e tem realizado estudos preliminares para levantar os possíveis impactos gerados para as demais comunidades Tupiniquim e Guarani que vivem em outras terras na região de Aracruz (ES).
  • Atendimento psicossocial e de saúde: famílias de Mariana, Barra Longa e distritos próximos recebem apoio de psicólogos e assistentes sociais desde o dia do rompimento até 31/1/16. Além disso, a Samarco contratou cerca de 80profissionais – médicos, psicólogos e outros – para atendimento aos impactados.
  • Ocupação, trabalho e renda: Em todas as frentes de trabalho, é priorizada a contratação de pessoas do local. Até maio de 2016, 528 pessoas foram capacitadas em cursos nas áreas de construção civil, gastronomia, costura, estética e informática. Em Mariana e Barra Longa, das 312 pessoas habilitadas para emprego, 225 foram contratadas por intermédio da frente “Ocupação, Trabalho e Renda” da Samarco.
  • Obras e infraestrutura: Em Barra Longa, 78 casas já foram reformadas e outras 23 encontram-se em reforma. Dos estabelecimentos comerciais, 27 tiveram a reforma finalizada e 6 estão em andamento. Trabalhos de limpeza e reconstrução de espaços públicos da cidade continuam em andamento.
  • Propriedades rurais: 278 propriedades rurais, do trecho de Mariana até a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce (MG),foram assistidas dentro do Programa de Retomada das Atividades Agropecuárias, que tem como objetivo dar suporte aos produtores para que cada propriedade impactada pelo rompimento da barragem de Fundão volte a ser sustentável. Equipes compostas por zootecnistas, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas estão fazendo análise de solo das propriedades, preparo e correção de terreno com o uso de calcário e adubos, plantio e capina. Além disso, cerca de 177 mil metros de cercas já foram instaladas em propriedades rurais impactadas.
  • Patrimônio: aproximadamente 400 peças sacras resgatadas nas Capelas de São Bento e Nossa Senhora das Mercês (Bento Rodrigues), Santo Antônio (Paracatu) e Nossa Senhora da Conceição (Gesteira).
  • Educação: a fim de viabilizar o retorno de alunos impactados pelo rompimento da barragem de Fundão às suas atividades normais, no dia 16 de novembro, 11 dias após o acidente, os jovens começaram a retornar às aulas. Todos os alunos – de Barra Longa, Claudio Manoel, Campinas, Pedras, Borba, Gesteira, Bonito, Bento Rodrigues e Paracatu – voltaram às atividades escolares. Os estudantes receberam kits e outros acessórios escolares. Em dezembro, cerca de 60 estudantes celebraram o encerramento das aulas. As formaturas foram apoiadas pela Samarco. Em Barra Longa, os 30 alunos que concluíram o Ensino Médio participaram da formatura no salão social da Escola Estadual Padre José Epifânio Gonçalves, reformado pela Empresa após o acidente. Em 2016, todos os alunos iniciaram o ano letivo em dia, conforme calendário escolar previsto.
  • Animais: Mais de 6.900 animais já foram assistidos pela Samarco. Atualmente, estão sob o cuidado da empresa 1.178 animais de grande porte em fazendas. 5.261 toneladas de insumos já foram distribuídos a animais de Barra Longa, Pedras, Barretos, Paracatu de Baixo, Paracatu de Cima, Camargos, Ponte do Gama, Campinas, Mariana, Bento Rodrigues e Águas Claras.
  • Distribuição de insumos rurais: milho, ração, fubá, farelo e sal, entre outros materiais, estão sendo disponibilizados para a alimentação em fazendas das áreas afetadas, conforme cadastro dos produtores feitos na Prefeitura de Mariana, por meio da Secretaria de Agricultura.

Acesso a água

  • Governador Valadares (MG): a Samarco possibilitou o retorno da captação e tratamento da água do Rio Doce, por meio da utilização de um coagulante orgânico que acelera a decantação dos sólidos. O uso deste coagulante na Estação de Tratamento de Água acelera a clarificação e permite que a água siga o processo de tratamento convencional realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A solução foi definida por meio do trabalho conjunto entre as equipes técnicas da Samarco, SAAE, Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e empresas fornecedoras de produtos para tratamento de água. Laudos comprovam que a água tratada possui todos os índices de potabilidade comprovados pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB), pela Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) e pela Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA), atendendo a portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde. Além disso, a Empresa disponibilizou uma estação móvel para auxiliar no tratamento e reabastecimento e construiu uma adutora de 2,7 quilômetros de extensão.
  • Baixo Guandu (ES): o abastecimento local tem sido feito com água captada do rio Guandu, em função da instalação de três adutoras provisórias, em uma obra da Prefeitura e do SAAE, que teve apoio da Samarco no fornecimento de material e acompanhamento técnico.
  • Colatina (ES): o abastecimento voltou gradativamente a ser estabelecido a partir de 24 de novembro. Laudos do Laboratório Tommasi atestam que a água tratada pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (SANEAR) é potável e própria para consumo. Até que o abastecimento fosse completamente restabelecido, entregamos água potável por caminhões-pipa e água mineral, cumprindo o Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA) preliminar assinado entre a Empresa, o Ministério Público do Espírito Santo, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho.
  • Poços artesianos: foram perfurados pela Samarco em cidades ao longo do Rio Doce, para captação e tratamento de água. Em Minas Gerais, estão em operação quatro poços em Galileia, dois em Periquito, um em Itueta e um em Resplendor. Em Baixo Guandu (ES), para atender o distrito de Mascarenhas, foi realizada a perfuração de um poço que será interligado à Estação de Tratamento de Água (ETA) local. Em Colatina (ES), seis poços foram interligados às ETAs da cidade. Em Linhares (ES) também houve perfuração de poço para atender a população de Regência.

Fonte: Samarco Mineração S.A.