Perguntas Frequentes

Como aconteceu o acidente?

No dia 5 de novembro, a barragem de Fundão da mineradora Samarco – unidade industrial de Germano (Mariana-MG), se rompeu e os seus rejeitos de minério de ferro chegaram a outra barragem, a de Santarém – onde estavam armazenados água e sedimento – e provocaram uma erosão parcial na sua estrutura lateral direita, o que ocasionou o acidente. Os rejeitos alcançaram os rios Gualaxo do Norte e Carmo e, posteriormente, o rio Doce, iniciando seu percurso rumo à foz deste rio, no litoral do Espírito Santo.

Qual foi a causa do acidente?

As investigações das causas do acidente estão sendo realizadas por autoridades competentes, como a Polícia Civil, e a Samarco está fornecendo todas as informações necessárias para que o processo aconteça de forma ágil.

Paralelamente, a Samarco conta com o apoio de empresas internacionais, que trabalham nas investigações e buscam levantar o maior número possível de dados. O objetivo é que as informações a serem levantadas – que vão envolver as áreas de geotecnia, geologia, sismologia e mecânica dos solos – expliquem as causas do acidente e também forneçam subsídios para o aprimoramento dos processos de produção e segurança, não só no Brasil, como no mundo.

Não há uma data preestabelecida para o fim das investigações, mas em função da complexidade do acidente, a expectativa é que laudos conclusivos sejam possíveis dentro de seis meses a um ano. A Samarco é a maior interessada em saber o que causou esse acidente.

O que é o rejeito e sua composição?

O rejeito proveniente do processo de beneficiamento do minério de ferro da Samarco é composto basicamente por óxidos e hidróxidos de ferro e quartzo (sílica).

O rejeito é tóxico?

O rejeito não é tóxico não é tóxico e não apresenta risco a saúde humana, de acordo com as diretrizes preconizadas na norma ABNT NBR 10.004:2004 e suas complementares.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), os rejeitos não oferecem riscos à saúde ou ao meio ambiente. Laudos das análises dos sedimentos da barragem de Fundão da Samarco, que rompeu no dia 5 de novembro, mostram que em nenhum dos materiais há aumento da presença de metais que poderiam contaminar a água.
Além disso, por não se misturar a todos os metais – com exceção de ferro e manganês, característicos para a geologia da região – o rejeito não contribui com aumento dos demais metais na água.

Ainda há resíduos saindo da barragem?

A Samarco finalizou em fevereiro a construção de diques de sedimentação que impedem que os sólidos sejam carreados pelas águas de chuvas e nascentes, contribuindo para a melhoria dos aspectos de cor e turbidez dos rios afetados pelo acidente. A empresa também concluiu o reforço da barragem de Santarém, aumentando sua segurança. Essas ações integram o Plano de Ações Emergenciais nas áreas das barragens, que tem como objetivo promover a segurança das estruturas e minimizar os impactos ambientais.

O que é a pluma de turbidez?

A pluma de turbidez é aquele trecho, no rio ou no mar, onde está localizada uma concentração mais elevada de sólidos em suspensão. Com o tempo, a pluma se desloca no rio, no sentido da corrente e aos poucos vai se dispersando no mar.
O avanço da pluma depende do comportamento das ondas e da direção do vento e, por isso, toda a sua extensão está sendo monitorada, diariamente, por meio de uma modelagem computacional, ferramenta que é alimentada por informações de campo por meio de condições meteorológicas e comportamento do mar. Essa modelagem simula qual é o potencial efeito das partículas que estão chegando ao oceano e o potencial alcance da pluma. A corrente do mar, a vazão da pluma, o percentual de sólido e a turbidez também estão sendo acompanhados. Amostras da água, do sedimento e da biota (conjunto de todos os seres vivos da região) também estão sendo coletadas e levadas para análise.
O acompanhamento diário da pluma está disponível aqui.

 

A Samarco faz algum monitoramento da qualidade da água do rio?

A Samarco monitora – através dos laboratórios contratados e creditados pelo Inmetro- a qualidade da água e a ocorrência e tipificação de sedimentos em 118 diferentes pontos ao longo da bacia do rio Doce e mar (84 no curso do rio e outros 34 em ambiente marinho). Já foram emitidos mais de 25.000 laudos de análise. Os resultados da qualidade do ambiente marinho mostram que não há ocorrência significativa de metais acima do limite estabelecido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Qual é a condição atual da água do Rio Doce?

Análise de mais de 200 parâmetros de qualidade de água, rejeitos de minério, sedimentos do rio e balneabilidade do mar. Os laudos confirmam que toda a água captada no rio é possível de ser tratada para servir ao consumo humano, conforme parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Portaria 2914/2011.

Os resultados de pH da água apresentam-se normais, entre os índices 6 e 9, como estabelecido pela legislação ambiental. Esses valores são adequados para a manutenção da vida aquática e demonstram que o rejeito não está reagindo com a água e nem alterando as condições de neutralidade do rio.

A água do Rio Doce pode ser consumida pela população?

Segundo divulgação do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) resultados de novas amostras comprovam que a qualidade da água do rio Doce está compatível com resultados obtidos em amostras colhidas antes da passagem da lama de rejeitos liberada pelo rompimento da barragem de Fundão.  Os resultados confirmam que, depois de adequadamente tratada pelas companhias de saneamento de forma a torná-la compatível com os padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria 2.914 do Ministério da Saúde, a água pode ser consumida sem riscos.

 

Confira aqui.

Qual o impacto do acidente na fauna do Rio Doce?

Diagnóstico realizado pela Acqua Consultoria, entre 3 e 11 de dezembro de 2015, confirma que continuam existindo peixes e cardumes ao longo do rio Doce. O estudo foi feito em 215 pontos do curso d’água e avaliou 20 seções de rio entre a foz do rio Doce e o reservatório da UHE Risoleta Neves. O objetivo foi avaliar a ocorrência de peixes ao longo de 670 km2, incluindo os rios afetados ou não pela pluma de turbidez decorrente do acidente em Mariana.

Uma nova expedição foi realizada e os dados devem estar disponíveis em breve.

A Samarco realizou alguma ação preventiva para proteção dos peixes?

Como ação preventiva, espécies de peixes e crustáceos das regiões de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Aimorés foram resgatados e encaminhados para outros cursos d’água. A Aqua Ambiental, especialista em monitoramento do meio ambiente, e o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM), empresas contratadas pela Samarco, coletaram 2.308 espécies entre Linhares e Baixo Guandu.

Como a Samarco está assistindo financeiramente os impactados?

As famílias que tiveram sua renda afetada também recebem um cartão de auxílio financeiro e vêm sendo acompanhadas para que possam retomar o trabalho ou atividades de geração de renda. A Samarco iniciou, em novembro, a entrega dos cartões de auxílio financeiro para as famílias afetadas pelo acidente com as barragens. Dados do dia 5 de abril, atestam que 540 cartões para a comunidade e 3.992 para ribeirinhos haviam sido distribuídos. A entrega continua sendo feita à medida que os cadastros vão sendo validados, até que todos os núcleos familiares elegíveis sejam atendidos.

A frente Ocupação, Trabalho e Renda, criada pela Samarco, mapeou e cadastrou os moradores impactados pelo acidente, em Mariana e Barra Longa, com o objetivo de proporcionar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho o quanto antes.

Houve um processo de escuta ativa para que fosse possível levantar quais eram as ocupações das pessoas antes do acidente. A partir dos dados de profissão, escolaridade e interesse, a Samarco tem buscado oportunidades para reinserir as pessoas no mercado de trabalho. A Samarco realizou 740 escutas e 225 pessoas foram contratadas. O monitoramento de vagas de emprego na região continua sendo feito pela equipe da Samarco.

Quantos ribeirinhos estão recebendo o auxílio mensal?

Atualmente, 3.992 ribeirinhos nos estados do Espírito Santo (1.954) e de Minas Gerais (2.038) recebem o cartão (com crédito ativo), em conformidade com o Termo de Compromisso assinado pela empresa com o Ministério Público.

A Samarco informa ainda que continua realizando o cadastro de afetados e que esta ação é uma medida reparatória prevista no acordo firmado, no dia 2 de março, entre Samarco, suas acionistas, a União, e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. A Samarco esclarece que o valor do cartão é retroativo ao dia 5 de novembro, independentemente do dia do recebimento do auxílio.

Para realizar a entrega dos cartões aos beneficiados, a Samarco realiza um cruzamento de informações das pessoas afetadas e conta com o apoio de instituições como prefeituras e associações para sua identificação e realização do cadastro. No entanto, nem todos os cadastrados se encaixam nos critérios de elegibilidade.

Quais controles têm sido feitos nas demais barragens da Samarco em Mariana?

Considerando os critérios da Norma NBR 1308, que versa sobre a segurança de barragens, o fator de segurança de Santarém é de 1,62 e o do dique de Selinha, da barragem de Germano, é de 1,65 ; já nos diques de Sela e Tulipa, também em Germano, o coeficiente é de 1,52 e 1,35, respectivamente.

Os parâmetros da metodologia indicam que, em condição normal de operação, o fator de segurança deve ser igual ou superior a 1,5, ou seja, 50% acima do equilíbrio limite.

Para atingir esse índice e reduzir os riscos decorrentes do rompimento, a Samarco está realizando obras emergenciais de contenção e reforço. Confira aqui.

 

Há risco de um novo rompimento nas barragens?

Os fatores de segurança das barragens encontram-se estáveis. Para minimizar os riscos de um novo rompimento, estão em curso obras nas barragens de Germano e Santarém, que têm o objetivo de reforçar as estruturas e elevar o fator de segurança de cada uma delas. Além disso, as barragens são monitoradas 24 horas. A sala de monitoramento da Unidade de Germano, em Mariana (MG), recebeu outros equipamentos, para aprimorar o controle das estruturas e diques das barragens. Câmeras, drones, radares, telões auxiliam mais de 40 profissionais no acompanhamento do comportamento das barragens.