O que a Samarco tem feito no âmbito socioinstitucional

 

O rompimento da barragem de Fundão impactou o cotidiano de famílias entre Minas Gerais e Espírito Santo. Desde o início, a Samarco apoiou e deu assistência por meio do atendimento às famílias atingidas em eixos como auxílio financeiro, médico e psicossocial, fornecimento de itens alimentícios e de higiene pessoal e reacomodação, quando necessário.

 

Confira as principais ações, com dados atualizados até 11 de abril de 2016:

  • Acomodação das famílias: todas as famílias de Mariana e Barra Longa estão acomodadas em casas alugadas e equipadas pela Samarco, ou acomodações escolhidas por elas. A transferência para as novas moradias, realizadas antes do Natal, segue os critérios e priorizações definidos pela Comissão de Representantes das Comunidades Afetadas e Secretaria de Ação Social, respectivamente. As novas casas receberam móveis, eletrodomésticos, utensílios e enxoval. Antes da mudança, a Empresa também faz uma compra de itens, entre alimentos, água e itens de higiene pessoal – em Barra Longa, esses itens foram via doações. No caso da reconstrução das comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, as áreas já estão sendo identificadas e selecionadas, em diálogo com a comunidade.
  • Reuniões com a comunidade: organizadas de duas a cinco vezes por semana com representantes das comunidades atingidas, o Ministério Público de Minas Gerais e outros órgãos competentes, contribuem para o debate de trabalhos de assistência humanitária e medidas emergenciais. Além das equipes de diálogo de campo, foram instalados postos de atendimento para prestar esclarecimento e receber manifestações das comunidades em Minas Gerais (Mariana, Galileia e Barra Longa) e no Espírito Santo (Baixo Guandu, Colatina*, Marilândia, Linhares). Um canal de relacionamento – es@samarco.com – foi criado para também receber manifestações de moradores das cidades capixabas, além dos canais da Central de Relacionamento e Ouvidoria. (*desativado no início de fevereiro)
  • Auxílio financeiro: em 30 de novembro, a Empresa iniciou a distribuição de 288 cartões de auxílio financeiro para famílias nas comunidades de Bento Rodrigues, Paracatu, Pedras, Camargos, Ponte do Gama e Campinas, distritos de Mariana que tiveram seus cadastros validados. Em Barra Longa e seus distritos, os trabalhos foram realizados em dezembro, contemplando 138 famílias. Também foram contempladas famílias ribeirinhas de Minas Gerais e do Espírito Santo, cujas rendas dependiam de atividades ligadas ao rio Doce (pesca e extração de areia e pedra, entre outros), a partir de um acordo da Samarco com o Ministério Público do Trabalho dos dois Estados, que resultou em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O principal desafio da Empresa, nesse processo, é realizar o cadastramento das pessoas, pois não há, atualmente, um banco de dados oficial com esses registros das famílias.
  • Povos indígenas: em Minas Gerais, região de Resplendor, foi disponibilizada água mineral e potável para a população Krenak, além de um acordo, em parceria com a Vale, para indenização. No Espírito Santo, a Samarco assinou também um acordo emergencial de auxílio-subsistência com as aldeias da Terra Indígena de Comboios, e tem realizado estudos preliminares para levantar os possíveis impactos gerados para as demais comunidades Tupiniquim e Guarani que vivem em outras terras na região de Aracruz (ES).
  • Atendimento psicossocial e de saúde: famílias de Mariana, Barra Longa e distritos próximos recebem apoio de psicólogos e assistentes sociais desde o dia do rompimento até 31/1/16. Além disso, agentes de saúde estão percorrendo as residências de Governador Valadares para realizar trabalho preventivo de controle de endemias, principalmente dengue, leptospirose e leishmaniose, além da presença de escorpiões. A contratação atende a um pedido do Departamento de Vigilância em Saúde, órgão ligado à prefeitura. Todos os profissionais foram selecionados e treinados pelo próprio departamento.
  • Apoio às famílias com óbitos ou desaparecidos: os familiares estão recebendo acompanhamento psicossocial de profissionais especializados em situação de riscos, além de contar com os mesmos auxílios disponíveis à comunidade. A Empresa arca com todos os custos de documentação e sepultamento. No caso de empregados terceirizados, além do apoio psicossocial, a Empresa faz a acomodação das pessoas que não pertencem à região e realiza o complemento financeiro ao seguro de vida, para cobrir o custo das despesas funerárias. Os familiares de vítimas fatais já receberam antecipação de indenização, em razão do óbito.
  • Ocupação, trabalho e renda: apoiamos a criação de uma frente de trabalho para este tema, com a visita às famílias impactadas, para levantar os perfis profissionais e desenvolver projetos de reintegração dos atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos. Mais de 800 pessoas tiveram o perfil profissional levantado.
  • Obras e infraestrutura: limpeza e reforma de escolas, imóveis (residenciais e comerciais), áreas públicas e do Reservatório de Candonga – também afetado pelos rejeitos – são algumas das ações em andamento. Além disso, em 102 dias todas as pontes atingidas pelo rompimento em Mariana e Barra Longa foram restauradas, com os acessos às comunidades plenamente restabelecidos.
  • Educação: a fim de viabilizar o retorno de alunos impactados pelo rompimento da barragem de Fundão às suas atividades normais, no dia 16 de novembro, 11 dias após o acidente, os jovens começaram a retornar às aulas. Todos os alunos – de Barra Longa, Claudio Manoel, Campinas, Pedras, Borba, Gesteira, Bonito, Bento Rodrigues e Paracatu – voltaram às atividades escolares. Os estudantes receberam kits e outros acessórios escolares. Em dezembro, cerca de 60 estudantes celebraram o encerramento das aulas. As formaturas foram apoiadas pela Samarco. Em Barra Longa, os 30 alunos que concluíram o Ensino Médio participaram da formatura no salão social da Escola Estadual Padre José Epifânio Gonçalves, reformado pela Empresa após o acidente.
  • Resgate de animais: cães, gatos, animais silvestres, cavalos, bois e outros animais foram resgatados das áreas afetadas pelos rejeitos, tendo recebido atendimento veterinário, alimentação e assistência de ONGs, empresas terceirizadas e profissionais da Samarco. Foram mais de 6.900 animais assistidos – muitos deles foram identificados por seus donos, enquanto outros foram alocados em locais disponibilizados pela Empresa ou em fazendas.
  • Distribuição de insumos rurais: milho, ração, fubá, farelo e sal, entre outros materiais, estão sendo disponibilizados para a alimentação de cerca de 3 mil animais em fazendas das áreas afetadas, conforme cadastro dos produtores feitos na Prefeitura de Mariana, por meio da Secretaria de Agricultura.

Acesso a água

  • Governador Valadares (MG) – a Samarco possibilitou o retorno da captação e tratamento da água do Rio Doce, por meio da utilização de um coagulante orgânico que acelera a decantação dos sólidos. O uso deste coagulante na Estação de Tratamento de Água acelera a clarificação e permite que a água siga o processo de tratamento convencional realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A solução foi definida por meio do trabalho conjunto entre as equipes técnicas da Samarco, SAAE, Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e empresas fornecedoras de produtos para tratamento de água. Laudos comprovam que a água tratada possui todos os índices de potabilidade comprovados pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB), pela Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) e pela Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA), atendendo a portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde. Além disso, a Empresa disponibilizou uma estação móvel para auxiliar no tratamento e reabastecimento e construiu uma adutora de 2,7 quilômetros de extensão.
  • Baixo Guandu (ES) – o abastecimento local tem sido feito com água captada do rio Guandu, em função da instalação de três adutoras, em uma obra da Prefeitura e do SAAE, que teve apoio da Samarco no fornecimento de material e acompanhamento técnico.
  • Colatina (ES) – o abastecimento voltou gradativamente a ser estabelecido a partir de 24 de novembro. Laudos do Laboratório Tommasi atestam que a água tratada pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (SANEAR) é potável e própria para consumo. Até que o abastecimento fosse completamente restabelecido, entregamos água potável por caminhões-pipa e água mineral, cumprindo o Termo de Compromisso Socioambiental (TCSA) preliminar assinado entre a Empresa, o Ministério Público do Espírito Santo, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho.
  • Poços artesianos – foram perfurados pela Samarco em cidades ao longo do Rio Doce, para captação e tratamento de água. Em Minas Gerais, estão em operação quatro poços em Galileia, dois em Periquito, um em Itueta e um em Resplendor. Em Baixo Guandu (ES), para atender o distrito de Mascarenhas, foi realizada a perfuração de um poço que será interligado à Estação de Tratamento de Água (ETA) local. Em Colatina (ES), seis poços foram interligados às ETAs da cidade. Em Linhares (ES) também houve perfuração de poço para atender a população de Regência.

Laudos e Relatórios Disponíveis

Dossie_reduzido_05_07.pdf

Você também pode baixar o arquivo com o Balanço das Ações no formato PDF.

SOCIOECONOMIA – DOSSIÊ DE INICIATIVAS

Informações sobre medidas tomadas após o acidente da barragem de Fundão, em Mariana. Conteúdo atualizado em 11/04/15.